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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Auxílio Emergencial negado? veja como refazer a solicitação

Site e aplicativo para solicitar auxílio emergencial de R$ 600 são ...

Os cidadãos que solicitaram o auxílio emergencial de R$ 600,00 pago pelo governo federal para amenizar os efeitos da pandemia da Covid-19 podem realizar uma nova solicitação ou contestação do resultado da análise caso o seu pedido tenha sido negado. A Caixa disponibilizou as novas funcionalidades no aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial para android e iOS na última segunda-feira (20).
A nova versão do app vai ajudar os diversos brasileiros que esqueceram de incluir alguma informação no cadastro ou informaram algum dado incorreto. O aplicativo irá informar se o benefício não foi aprovado e por qual motivo, permitindo a contestação da não aprovação e também se o cadastro possui dados inconclusivos, permitindo então uma nova solicitação. A consulta do andamento do pedido pode ser feita também pelo site da Caixa.
Auxílio Emergencial negado? veja como refazer a solicitação
Lembrando que caso essa opção não esteja disponível no seu aplicativo é recomendado que você acesse a loja de apps (Google Play ou App Store) do seu celular e confira se há alguma atualização para realizar. Nem sempre as atualizações automáticas ocorrem, por isso é importante verificar na plataforma de aplicativos.

Meu Auxílio Emergencial mostra "benefício não aprovado". Como contestar?

Caso o cidadão tenha recebido como resultado da análise a mensagem "benefício não aprovado" será possível contestar o motivo da reprovação do auxílio ou fazer uma nova solicitação. A responsabilidade de informar o motivo do benefício não ter sido aprovado é da Dataprev, empresa pública que analisa os dados de todos os solicitantes do auxílio.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Covid-19: Apple e Google anunciam monitoramento para combater pandemia

Empresas concentram quase a totalidade de smartphones do planeta

Os conglomerados de tecnologia Google e Apple, dos Estados Unidos, anunciaram uma iniciativa conjunta de rastreamento de pessoas para ser utilizada por governos para monitorar os fluxos de circulação de pessoas como forma de controle da disseminação da pandemia do novo coronavírus.

A tecnologia vai envolver interfaces de programação de aplicação (APIs, na sigla em inglês) no nível de sistemas operacionais para facilitar que aplicações de autoridade de saúde possam utilizar os dados dos smartphones para medir o fluxo de pessoas. O Google é o detentor do sistema operacional Android e a Apple, do iOS, concentrando quase a totalidade de smartphones do planeta.

Os apis oficiais de governos poderão ser baixados nas lojas (Play Store do Google e Apple Store da Apple).

Para além disso, as duas empresas informaram que trabalham em uma iniciativa de rastreamento de pessoas utilizando a tecnologia bluetooth (aplicada em diversas soluções, como para conectar aparelhos em caixas de som). A ferramenta permitirá mapear quem entrou em contato com pessoas infectadas para subsidiar estratégias de contenção da disseminação do vírus.  

Com esse projeto, será possível integrar mais usuários a esse ecossistema, incluindo as autoridades de saúde. O comunicado conjunto das duas empresas não detalhou como esse sistema funcionará.

Google e Apple têm acesso à quase totalidade dos 5,2 bilhões de smartphones existentes em todo o planeta por meio de seus sistemas operacionais. Para além disso, o Google controla o maior mecanismo de busca, de mesmo nome, utilizado por bilhões de pessoas, a maior plataforma de vídeo, o Youtube (2 bilhões de usuários), e o maior servidor de e-mail, o Gmail (1,5 bilhão de usuários).

Já a Apple é uma das maiores fabricantes de telefones celular do planeta, além de outros dispositivos, como computadores, serviços de TV por demanda, agregadores de notícias e conteúdo próprio.

A Agência Brasil entrou em contato com o Google para saber se já há parceria com algum governo no Brasil firmada ou em diálogo. Por meio de sua assessoria, a empresa disse que ainda não, e que as informações são as anunciadas pelas matrizes dos conglomerados.

Privacidade

A Associação de Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU) se manifestou por meio de suas redes sociais ponderando que a iniciativa precisa demonstrar como vai assegurar a privacidade dos cidadãos, ou não terá efetividade. “A informação não pode ir para um governo ou para qualquer companhia e a escolha de usar ou não esse sistema deve ser inteiramente nossa”, defendeu a entidade, em sua conta no Twitter.

As práticas de monitoramento dos cidadãos vêm sendo adotadas já no Brasil e levantam preocupações de autoridades e pesquisadores na área de privacidade e proteção de dados, como mostrou a Agência Brasil. 

Edição: Aline Leal/Agência Brasil

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil