Rádio Conexão News

terça-feira, 24 de março de 2020

Saúde 

CORONAVÍRUS: PETS NÃO TRANSMITAM PARA HUMANOS

A imagem pode conter: 1 pessoa, cão e texto
Av. Brasil, 547 loja 1
 Rio Grande (Rio Grande do Sul)
Highlights info row image
(53) 2125-9705
O novo Coronavírus que acomete o homem e provoca a COVID-19, não é o mesmo vírus que atinge cães e gatos. O gênero que infecta esses pets é o Alphacoronavírus. Já o que adoece o humano é o Betacoronavírus, com características completamente diferentes.
"Não existem evidências de que COVID-19 infecte os cães, gatos, bovinos ou qualquer outro mamífero doméstico", afirma a médica-veterinária Mitika Hagiwara, conselheira do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).
A informação é reforçada pelo médico-veterinário Eduardo Pacheco, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais (CTCPA) do CRMV-SP. "As pessoas não passarão o vírus para os seus animais e nem o contrário poderá acontecer."
Por isso, se seu cão ou gato aparecer espirrando, por exemplo, pode ser devido a uma alergia ou doença sem relação alguma com o novo coronavírus.
Pets desenvolvem outras doenças - Os animais de estimação, quando infectados por vírus da família Coronaviridae, apresentam outras alterações de saúde.
Os cães desenvolvem a alfacoronavirose canina, que atinge a parte gastrointestinal do animal. "Essa doença não tem nada a ver com o sistema respiratório", afirma Pacheco, explicando, ainda, que, no caso dos gatos, o Alphacoronavirus provoca a Peritonite Infecciosa Felina (PIF). "É um processo inflamatório, que debilita o sistema imunológico."
Vacinas veterinárias são apenas para animais - A questão da vacinação contra Coronavírus também é foco de falsas informações. Publicações nas redes sociais dão conta de que vacinas para cães ou para bovinos protegem animais e humanos contra a doença COVID-19. Trata-se de uma inverdade, que coloca em risco a saúde da população.
"As vacinas para a proteção de cães ou dos bezerros bovinos são comercializadas buscando a proteção desses animais contra a infecção relacionada às espécies e não são licenciadas para uso humano e para proteção contra infecções respiratórias", explica a médica-veterinária Mitika. Ela frisa que os vírus entéricos e respiratórios são variantes diferentes do coronavírus e não há relação antigênica entre eles.
Não abandone seu pet - Houve relatos de abandono de animais de estimação, principalmente na cidade de Wuhan, na China. Isso se deve à falta de informação e à desinformação sobre os esclarecimentos apontados por Mitika e Pacheco.
A médica-veterinária Rosângela Ribeiro Gebara, da Comissão Técnica de Bem-estar Animal (CTBEA) do CRMV-SP, enfatiza que o abandono de animais é crime, previsto na Lei Federal nº 9.605/98, conhecida como "Lei de Crimes Ambientais".
Os tutores devem cuidar bem de seus animais, especialmente nesse momento de crise, orienta Rosângela. "Não há necessidade de isolá-los e ou deixá-los presos. Continuem dando carinho, amor e afeto."
Na ausência de passeios, brinque - Segundo a médica-veterinária da CTBEA do CRMV-SP, a questão dos passeios com os cães é um ponto delicado, mas que pode ser contornado. A sugestão de Rosângela é tentar evitar ao máximo uma queda abrupta na rotina do animal, criando atividades dentro de casa ou apartamento, para tentar repor a necessidade dos passeios.
A profissional argumenta que, diferentemente do gato, o cachorro gosta muito de rotina. "Sem passeios, os cães também entram em quadros de ansiedade. Então, os tutores devem criar atividades, por 30 minutos à uma hora, para o animal gastar a energia. Não é a mesma coisa, pois o passeio oferece estímulos olfativos importantes, porém, é uma forma de não deixar a vida do pet tão tediosa dentro de casa."
Se sair, higienização é crucial - Entretanto, se houver passeio, Pacheco faz um alerta: "Se um cão ou gato tiver contato físico com uma superfície contaminada pelo novo Coronavírus, eles não serão infectados, mas podem carregá-lo para dentro de casa por meio das patas ou do pelo, assim como os humanos carregam nas mãos e objetos "
Por isso, ao voltar da rua, é preciso fazer a higienização. "Lave as patas deles com água e sabão neutro, da mesma forma como temos que lavar as mãos, para matar o vírus", orienta o médico-veterinário. Outras soluções são passar antisséptico à base de clorexidina ou álcool gel com pano nas patas e pelos.
Vale lembrar que o vírus tem uma durabilidade no ambiente muito grande em algumas superfícies. No aço inox, ele vive até 12 horas. No plástico, até quatro horas.
Consultas, somente de urgência e emergência - O momento é de reclusão para evitar a disseminação do novo coronavírus e o aumento de casos da COVID-19.
Portanto, as consultas de pets ao médico-veterinário neste período devem ocorrer apenas em casos de urgência e emergência devem ser remarcadas. Clínicas e hospitais médico-veterinários oferecem todas as medidas de segurança e controle, conforme o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas também precisa reduzir a circulação de pessoas em seus espaços.
"Não podemos parar de atuar. Se acontece uma emergência com um pet, como uma fratura ou necessidade de uma intervenção cirúrgica, temos a responsabilidade de estar de prontidão para atuar pela vida deles. É um serviço essencial", analisa Pacheco
Agência Estadão
  • SAÚDE

Estado recebe novo lote de vacinas contra a gripe influenza

RS recebeu mais 450 mil doses para atender à primeira etapa da campanha destinada a idosos e trabalhadores de saúde - Foto: Ascom SES

O segundo lote de vacinas contra influenza já está sendo distribuído aos municípios do Rio Grande do Sul. São mais 450 mil doses para atender à primeira etapa da campanha destinada a idosos e trabalhadores de saúde. Na segunda-feira (23/3), as doses já começaram a ser distribuídas para as 19 Coordenadorias Regionais de Saúde e delas para os municípios.
Como se trata de um imunobiológico, a distribuição é feita em etapas, de acordo com a capacidade de armazenamento nos estados e municípios. O cronograma de entrega segue critérios técnicos, e o envio é realizado nos quantitativos necessários para atender ao cronograma e às etapas de vacinação por faixas etárias do público-alvo da campanha.
Com essa nova remessa, 50% das doses necessárias para esta etapa da vacinação (pessoas com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde) já foram recebidas, totalizando 900 mil doses de vacinas do Ministério da Saúde.
GRUPOS PRIORITÁRIOS E DOSES DESTINADAS
Conforme estimativa do número de pessoas (meta: 90% de cada público-alvo)

Início: 23 de março
• Pessoas com 60 anos ou mais
• 1.467.957 doses
• Trabalhadores da saúde
• 315.089 doses
Início: 9 de abril
• Crianças entre 6 meses e 2 anos
• 212.244 doses
• Crianças entre 2 e 4 anos
• 387.607 doses
• Crianças de 5 anos
• 134.914 doses
• Gestantes
• 106.124 doses
• Puérperas (pós-parto)
• 17.435 doses
• Indígenas
• 24.154 doses
• Adultos de 55 a 59 anos
• 588.382 doses
• Pessoas privadas de liberdade
• 23.351 doses
• Funcionários do sistema prisional
• 7.353 doses
Início: 16 de abril
• Doentes crônicos
• 969.736 doses
• Professores
• 110.359 doses
• Forças de segurança
• 40.810 doses
TOTAL DE DOSES: 4.405.515
Texto: Ascom SES
ESPORTE

COI autoriza e Olimpíadas 2020 serão adiadas, segundo primeiro-ministro do Japão
Jogos deveriam acontecer em julho deste ano em Tóquio

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e natureza

O primeiro-ministro japonês Abe Shinzo confirmou nesta terça-feira (24) que pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o adiamento de um ano dos Jogos Olímpicos em função do coronavírus. O evento esportivo estava programado para começar dia 24 de julho deste ano. A confirmação veio através de comunicado oficial do comitê.

Segundo o documento, a preocupação devido à pandemia do Covid-19 e o cenário de constante mudança no mundo foram importantes para a decisão. Ainda de acordo com o documento, o adiamento foi definido em uma conferência "muito amigável e construtiva".
Aos jornalistas, Shinzo confirmou que o COI aceitou o pedido, após uma conversa por telefone com o presidente do Comitê, Thomas Bach. As informações são do G1. De acordo com a agência Reuters, ele afirmou que o COI "apoiou 100%" a proposta.
Os Jogos Olímpicos foram adiados por causa da pandemia do Covid-19, que impactaram a organização do evento e também a preparação dos atletas, além do deslocamento de um grande número de pessoas de todo mundo para acompanhar as modalidades no Japão.
A conversa telefônica incluiu, além de Abe e de Bach, o governador de Tóquio, Yuriko Koike, e o líder da organização dos Jogos, Yoshiro Mori.
Jogos são adiados em um ano pela primeira vez na história
Essa é a primeira vez que uma edição dos Jogos é adiada. Outras três foram canceladas (1916, 1940 e 1944), em razão das Guerras Mundiais. Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a tratar como pandemia o surto de coronavírus, em 11 de março, eventos esportivos de todo o planeta vinham sendo paralizados. As principais competições do mundo foram interrompidas, sem prazo concreto para o retorno.
Havia alguma resistência, por parte do COI, em adiar o evento. No dia 22 de março, o comitê admitiu pela primeira vez a possibilidade de mudança na data e estabeleceu um prazo de quatro semanas para uma definição sobre o tema.
Além de toda a preocupação em relação à transmissão da doença COVID-19, havia dúvidas sobre a preparação dos atletas e até sobre a classificação deles à Olimpíada. Estão abertas ainda muitas vagas nos Jogos de Tóquio, cujas definições sairiam em torneios seletivos ainda não realizados.
De acordo com o COI, estão preenchidas 57% das vagas até agora. As outras 43% permanecem indefinidas e poderão ter seus critérios alterados nos próximos meses. Uma possibilidade ventilada antes da decisão sobre o adiamento foi utilizar rankings mundiais e resultados de competições finalizadas, como os Jogos Pan-Americanos.
*Com informações do G1 e FolhaPress
Foto: Kazuhiro NOGI / AFP

A 7ª DELEGACIA REGIONAL DE POLÍCIA (DRP) DIVULGA AÇÕES OSTENSIVAS EM RAZÃO DA PANDEMIA

NOTÍCIAS DA REGIÃO SUL

A 7ª DELEGACIA REGIONAL DE POLÍCIA (DRP) DIVULGA AÇÕES OSTENSIVAS EM RAZÃO DA PANDEMIA



A POLÍCIA CIVIL está ostensivamente nas ruas, visando auxiliar nas medidas de isolamento social determinadas pelo Poder Público em razão da pandemia.    Aglomerações de pessoas serão dispersadas.


Estabelecimentos em funcionamento ilegal terão seus responsáveis autuados.  Vamos averiguar  e autuar situações de exploração de preços de produtos essenciais e outras práticas abusivas que aparecem nesses momentos.  Aproveitamos para orientar a população para golpes que aproveitadores inescrupulosos aplicam nessas ocasiões: - Cuidado com oferta de produtos "milagrosos" e sem procedência legal, ofertados para combater essa doença. - Não há programas de porta em porta ou por telefone e redes sociais que solicitam dados pessoais e bancários para concessão de benefícios governamentais.  Estamos trabalhando normalmente na repressão a crimes graves e situações urgentes.
Caso precise registrar fatos de menor gravidade não vá a Delegacia, utilize a internet (Delegacia Online RS ou site da PC/RS-DOL).  Permaneça em casa!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

CASO DE DENGUE AUTÓCTONE MOBILIZA AÇÕES DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE RIO GRANDE

A confirmação do primeiro caso autóctone (caso da doença contraída no próprio município) de dengue no município do Rio Grande fez com que o titular da Secretaria de Município da Saúde (SMS), Maicon Lemos convocasse uma reunião do Comitê Municipal de Combate à Dengue para adotar medidas mais enérgicas de combate ao mosquito transmissor. A reunião ocorreu na tarde desta quinta-feira (20), na sede da Prefeitura, onde foi informado que, na quarta-feira (19), após análise enviada pelo Laboratório Central (Lacen), com sede em Porto Alegre, havia um caso confirmado no município. A pessoa infectada é morador do bairro Vila Maria, na comunidade Marluz. Ela já foi medicada, encontra-se em casa e todo o bairro passou a ser monitorado pela SMS.
Como o caso não é de nenhuma pessoa que tenha visitado outra cidade, estado e vindo para o município com a doença, mas é originário do Rio Grande, os órgãos de Saúde municipais estão em alerta. A preocupação, também, aumentou após um mutirão constatar que existem 15 focos de larvas do mosquito transmissor da dengue – aedes aegypti – no município. Os bairros com focos são Vila Maria, São Miguel, Centro e Aeroporto.
“A partir dessa situação, temos que promover ações mais agressivas no sentido de prevenção, a fim de evitar que uma epidemia surja. Estamos encaminhando a contratação emergencial de mais agentes de Saúde, faremos uma campanha mais forte e esclarecedora na mídia e já estamos articulando ações conjuntas de combate ao mosquito com o Exército e a Marinha”, antecipou o secretário da Saúde. Ele explica que são ações estratégicas que buscam o controle e a prevenção. “Todas essas medidas são no sentido de não tratar doentes e sim de prevenir que as pessoas contraiam a dengue.”
Cuidados
O secretário recomendou, mais uma vez, os cuidados básicos que a população deve ter para evitar que se criem focos do mosquito da dengue em suas residências. “A orientação básica é a manutenção dos pátios dos domicílios, das casas sem objetos que contenham água limpa ou parada. Caso alguém verifique algum foco, comunique à Vigiliância em Saúde da Prefeitura, para que seja feita a abordagem e a verificação do problema.”
Na reunião, ainda, foi tratado da questão dos imóveis fechados ou abandonados na cidade, que podem vir a ser novos focos, isto é, criadouros de larvas do mosquito. A SMS busca formas legais de poder entrar e verificar in loco a real situação desses imóveis.
A Vigilância Municipal e Federal (Anvisa), secretarias municipais de Controle e Serviços Urbanos, de Educação, a Defesa Civil, o Conselho Municipal de Saúde e representantes da Câmara de Vereadores participaram da reunião na sede da Prefeitura.
Assessoria de Comunicação PMRG

ATENÇÃO PARA AS VAGAS DO FGTAS/SINE RIO GRANDE/RS, PARA QUINTA-FEIRA (27)



FGTAS/Sine Rio Grande        VAGAS 27/02/2020


OBSERVAÇÃO: OS CANDIDATOS SERÃO ENCAMINHADOS POR ORDEM DE CHEGADA DESDE QUE PREENCHAM OS REQUISITOS ESPECIFICADOS AO LADO DA VAGA!

OBSERVAÇÃO 2: APRESENTAR NO ATENDIMENTO CTPS PARA COMPROVAR EXPERIÊNCIA CERTIFICADO PARA COMPROVAR CURSOS DE QUALIFICAÇÃO!!

318610-DESENHISTA PROJETISTA MECÂNICO (conhecimento de LID metrologia, autocad, Solid words, curso técnico ou superior na área) 01 vaga (10 encaminhamentos)

724110-INSTALADOR HIDRÁULICO ( experiência ) 02 vagas (04 encaminhamentos)

725705-MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO (experiência, 2°grau, CNH B) 01 vaga (08 encaminhamentos)

731170-REBOBINADOR DE MOTOR ELÉTRICO (experiência) 01 vaga (06 encaminhamentos)

313120-TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ( experiência com manutenção elétrica, mecânica, predial, desejável conhecimento em refrigeração, curso técnico na área ) 01 vaga (08 encaminhamentos)

841484-TRABALHADOR NA PREPARAÇÃO DE PESCADOS (experiência com manipulação de pescados) 01 vaga (06 encaminhamentos)

                                                 PESSOA COM DEFICIÊNCIA 

411005-AUXILIAR ADMINISTRATIVO ( 2° grau, experiência ) 01 vaga

CRISTÓVÃO PEREIRA DE ABREU (1678-1755) – ‘O INVENTOR’ DO RIO GRANDE DO SUL

"Pelo sul brasileiro sediou-se o português Cristóvão Pereira de Abreu, que depois de muitas peregrinações ao longo da costa sul das terras que viriam a ser  lusitanas, ainda que bravamente disputadas com espanhóis,  entre São Vicente e Colônia do Sacramento. Isto lhe valeu a fama de “inventor” do Rio Grande do Sul" (Por Professor Paulo Timm).




Cristovão Pereira de Abreu foi um fidalgo português, de esmerada educação, requintados gostos e ágil palavra ao cair da pena, o que lhe valeu o brilho no registro de vários relatórios ao longo da vida. Nasceu em 13 de julho de 1678 em Ponte de Lima, Portugal, freguesia do Fontão, filho de João de Abreu Figueira e Leonor de Amorim Pereira. Faleceu a 22 de novembro de 1755, aos 77 anos, na Vila de Rio Grande de São Pedro, hoje cidade riograndina. Pelo sul brasileiro sediou-se, depois de muitas peregrinações ao longo da costa sul das terras que viriam a ser  lusitanas, ainda que bravamente disputadas com espanhóis,  entre São Vicente e Colônia do Sacramento. Isto lhe valeu a fama de “inventor” do Rio Grande do Sul.
Teria chegado ao Brasil aos 20 anos de idade, nos idos de 1700, trazido pelo pai, já estabelecido no Rio de Janeiro,    exerceu diversas atividades, antes de se transformar no protótipo do explorador a serviço da Coroa Portuguesa, ora como beneficiário de Cartas Comerciais, que lhe deram o monopólio do couro e do tabaco,  ora como militar, tendo operado na negociação com franceses para a desocupação da cidade do Rio de Janeiro, em guerras contra espanhóis no sul e junto as forças luso-hispânica nas Guerras Guaraníticas 1754-56.
Graças à sua experiência no eixo Colônia-Laguna, com grande relacionamento com populações indígenas,  foi  encarregado  pelo Vice Rei  de levar, como Coronel de Ordenanças,  a frota do brigadeiro José da Silva Paes para fazer o reconhecimento da barra do Rio Grande de São Pedro, onde seria construído o Forte Jesus Maria e José de Rio Grande, a partir de 1737, um dos pontos da conquista das vastidões  riograndenses. O outro ponto, que mais lhe notabilizaria,  proveio de Laguna, núcleo fundado pelo paulista Domingos de Brito Peixoto, em 1676, quem recebeu das autoridades coloniais a patente de guarda-mor, em 1721, para descer pelo litoral ao sul  com objetivo de fundar povoações que garantissem o controle da região e o registro do gado criado à solta nas vacarias pampeanas que se estendiam até o Rio da Prata e que desde 1703 eram levados para o centro do Brasil Colônia. Lá de  desenvolviam-se cidades e  comércios graças ao ciclo do ouro.  Com efeito, em 1725, João Magalhães penetra no Rio Grande com uma frota de 31 lagunistas e em 1732 esta investida resulta na concessão da primeira sesmaria a Manoel Gonçalves Ribeiro na parada das Conchas, junto ao Rio Tramandaí.
Neste ponto iniciou-se um registro de passagem de tropas e mercadorias que, mais tarde. seria transferido para Torres. Cristovam Pereira participou intensamente deste processo, tendo operado como elo de ligação entre os dois pontos (Rio Grande, por mar, Caminho das Praias e por terra, a partir de Rio Grande, Caminho da Serra, passando por  Viamão) creditando-se, inclusive, a ele, um papel pioneiro em Torres: Ele teria construído um  descanso (taipa) das tropas, nesta cidade próximo ao Rio Mampituba,por onde atravessava-se o gado,  tendo, talvez, sido um baluarte do “Potreiro”, em Torres, junto à travessia do Rio, como percebeu Ruschel e sugere Bento Barcelos no seu último livro – “Vale do Mampituba”. Um desenho atribuído a Debret, no início do século XIX, abaixo, ilustra esta passagem.
“O velho Neco,segundo o conselho dos velhos, era um homem abastado (em Torres) . Tinha 80 escravos e enormes extensões de terras no Vale do Mampituba e foi quem mandou construir uma taipa de pedras da Torres do Centro (Morro das Furnas). Em função da temporalidade este escriba não acredita nesta hipótese. (…) O mais provável ainda poderia ter sido construída pelo português Cristóvão Pereira, o primeiro que se tem notícias que passou por aqui e por muito tempo  nos tempos das tropeadas.”
Em tudo isso Cristovam Pereira de Abreu é um constante personagem. Centrado no comércio dos couros em Colônia parece ter se  deslocado para o comércio do tabaco, em 1710, bem como para o transporte de gado, muito provavelmente em decorrência da  precariedade do controle lusitano sobre Colônia, várias vezes ocupada por espanhóis. Isso forçava a saída dos portugueses para o interior do Rio Grande.  Já no ano de sua fundação, em 1680, Colônia foi arrasada , voltando, entretanto, ao controle de Portugal em 1683, para voltar  a cair em mãos espanholas entre 1704 e 1715.  Neste ano, até 1736, mercê de entendimentos entre as duas Coroas, os portugueses a reassumem,  justo quando se inicia a expansão lusitana sobre o território rio-grandense com a concessão de diversas sesmarias no litoral e nas cercanias de Viamão, onde se iniciam as primeiras estâncias , e se expande o contrabando de gado para São Paulo que traria no seu bojo o protagonismo de Cristóvão Pereira e suas passagens por Torres. Registre-se que, mesmo com a abertura, em 1843,  do Caminho da Serra, partindo de Viamão a Lages, o Caminho das Praias deve ter prosseguido com certa desenvoltura visto ter exigido o registro de passagem das tropas em Torres em 1871.